Silenciem
a mente, apenas ouçam os sons da natureza que estão em volta, a cantiga do rio,
os insetos ao redor e a sua própria respiração.
Silenciem o falar e se abram para o ouvir. Silenciem a mente.
Mesmo
que pareça estar em um estado de meditação, a mente continua tagarelando. Prendam a sua atenção apenas a uma coisa, que
pode ser a própria respiração ou a cantiga de um rio. Prestem atenção e se aprofundem no som que
escolheram até o ponto em que este som os ajude a fazer a conexão com o aqui e o agora.
Se,
mesmo assim, a sua mente insistir em tagarelar, fale com ela: “Eu estou no aqui
e agora do som do rio. Conecte-me ao aqui e agora. A única verdade é o aqui e agora, o passado
já foi, o futuro ainda não chegou”.
Perceba se é fácil ou se é difícil e o quanto a sua mente interfere.
A
mente é ardilosa, ela cria histórias e enredos, é como um peixe preso numa
rede. Você nada mais é do que esse peixe
se debatendo e se ferindo nas malhas da rede.
Isso é a sua mente. Simplesmente,
como peixe que você é, relaxe! Não se
debata e nem se movimente, não sofra.
Dessa forma, talvez, a malha da rede vá se relaxando e se abrindo,
soltando o peixe, que volta ao oceano.
Assim
tem sido a sua vida, como um peixe se debatendo, porque o peixe ainda não
descobriu que as malhas da rede não existem, são criações da mente. Ao relaxar, o peixe volta ao oceano, mergulha
e nada com imenso prazer de estar novamente no seu ambiente.
O
oceano é a existência, é a vida, e você está na vida para viver, não para
sofrer. A morte é o oposto da vida. Vida é plenitude, vida é prazer de respirar e
de mergulhar na existência.
Para
ter vida, é preciso estar inteiro em cada ato, desde o simples ato de respirar,
de observar uma flor, o verde à sua volta, as estrelas no céu, o compartilhar
com os amigos, o calor do fogo, o doce ou o salgado do alimento, é estar presente
no aqui e agora. Aí sim, a meditação se
torna uma extensão da própria vida.
Cada
momento pode ser mágico, porque tudo é meditação, tudo é oportunidade de se
conectar com o Universo. Por isso, é
preciso treinar a mente. Quando falamos
em meditar estamos falando em adestrar a mente.
A
mente deve ser sua companheira, não sua inimiga. Quando a mente é companheira, ela não disputa
espaço com a divindade que você é, ela respeita! A existência passa a ter uma estranha
sensação de serenidade e paz que toma conta do seu coração, e você reconhece
esse estado que não é mais tormento, desassossego, angústia, desespero ou dor,
a mente se aliou ao seu próprio Eu Superior, à sua própria Divindade. Somente aí, sua Divindade começa a brilhar,
começa a ocupar o seu verdadeiro lugar.
Você
não está na Terra para simplesmente passar por ela, como uma formiga que passa
a sua existência carregando uma folha pra lá e pra cá. Você não está na existência para isso. Está na existência para fazer desabrochar o
seu melhor, o seu “ouro interno”, o seu “eu superior”. Você está aqui para cumprir a sua missão
grandiosa ou pequena, a que reside no fundo da sua alma. O contato com a alma só se faz atingindo esse
ponto de paz e serenidade.
Você
está na existência para cumprir a sua missão, o seu aprendizado, ou a sua
existência será apenas mais uma passagem por esse mundo. Não desperdice essa existência, use-a,
mergulhe e aprofunde-se nela, e você se descobrirá como um ser de pura luz.
Você
não será mais Maria ou José, já não será mais o que tem, porque o que você tem
não é você. Você passa a ser o que você
é: “luz e divindade em ação no meio do mundo.”
Aí sim, você entende o velho preceito:
“Eu não sou do mundo, eu estou no mundo.
Eu estou no mundo para fazer brilhar a minha centelha divina”.