sábado, 7 de julho de 2012

SILENCIAR A MENTE


Silenciem a mente, apenas ouçam os sons da natureza que estão em volta, a cantiga do rio, os insetos ao redor e a sua própria respiração.  Silenciem o falar e se abram para o ouvir.  Silenciem a mente.

Mesmo que pareça estar em um estado de meditação, a mente continua tagarelando.  Prendam a sua atenção apenas a uma coisa, que pode ser a própria respiração ou a cantiga de um rio.  Prestem atenção e se aprofundem no som que escolheram até o ponto em que este som os ajude a fazer a conexão com o aqui e o agora.

Se, mesmo assim, a sua mente insistir em tagarelar, fale com ela: “Eu estou no aqui e agora do som do rio.  Conecte-me ao aqui e agora.  A única verdade é o aqui e agora, o passado já foi, o futuro ainda não chegou”.  Perceba se é fácil ou se é difícil e o quanto a sua mente interfere.

A mente é ardilosa, ela cria histórias e enredos, é como um peixe preso numa rede.  Você nada mais é do que esse peixe se debatendo e se ferindo nas malhas da rede.  Isso é a sua mente.  Simplesmente, como peixe que você é, relaxe!  Não se debata e nem se movimente, não sofra.  Dessa forma, talvez, a malha da rede vá se relaxando e se abrindo, soltando o peixe, que volta ao oceano.

Assim tem sido a sua vida, como um peixe se debatendo, porque o peixe ainda não descobriu que as malhas da rede não existem, são criações da mente.  Ao relaxar, o peixe volta ao oceano, mergulha e nada com imenso prazer de estar novamente no seu ambiente.

O oceano é a existência, é a vida, e você está na vida para viver, não para sofrer.  A morte é o oposto da vida.  Vida é plenitude, vida é prazer de respirar e de mergulhar na existência.

Para ter vida, é preciso estar inteiro em cada ato, desde o simples ato de respirar, de observar uma flor, o verde à sua volta, as estrelas no céu, o compartilhar com os amigos, o calor do fogo, o doce ou o salgado do alimento, é estar presente no aqui e agora.  Aí sim, a meditação se torna uma extensão da própria vida.

Cada momento pode ser mágico, porque tudo é meditação, tudo é oportunidade de se conectar com o Universo.  Por isso, é preciso treinar a mente.  Quando falamos em meditar estamos falando em adestrar a mente.

A mente deve ser sua companheira, não sua inimiga.  Quando a mente é companheira, ela não disputa espaço com a divindade que você é, ela respeita!  A existência passa a ter uma estranha sensação de serenidade e paz que toma conta do seu coração, e você reconhece esse estado que não é mais tormento, desassossego, angústia, desespero ou dor, a mente se aliou ao seu próprio Eu Superior, à sua própria Divindade.  Somente aí, sua Divindade começa a brilhar, começa a ocupar o seu verdadeiro lugar.

Você não está na Terra para simplesmente passar por ela, como uma formiga que passa a sua existência carregando uma folha pra lá e pra cá.  Você não está na existência para isso.  Está na existência para fazer desabrochar o seu melhor, o seu “ouro interno”, o seu “eu superior”.  Você está aqui para cumprir a sua missão grandiosa ou pequena, a que reside no fundo da sua alma.  O contato com a alma só se faz atingindo esse ponto de paz e serenidade.

Você está na existência para cumprir a sua missão, o seu aprendizado, ou a sua existência será apenas mais uma passagem por esse mundo.  Não desperdice essa existência, use-a, mergulhe e aprofunde-se nela, e você se descobrirá como um ser de pura luz.

Você não será mais Maria ou José, já não será mais o que tem, porque o que você tem não é você.  Você passa a ser o que você é: “luz e divindade em ação no meio do mundo.”  Aí sim, você entende o velho preceito:  “Eu não sou do mundo, eu estou no mundo.  Eu estou no mundo para fazer brilhar a minha centelha divina”.

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